domingo, 17 de janeiro de 2010

edição impressa dia 18 de janeiro de 2010



zilda arns deixa 8 mil familia orfans



A morte da fundadora da Pastoral da Criança, a médica sanitarista Zilda Arns, de 75 anos, no terremoto que arrasou o Haiti na última terça-feira, comoveu o Brasil e, em especial, as famílias que têm ou tiveram a vida transformada pelo seu trabalho. Somente em Londrina, são cerca de 8 mil famílias e 10 mil crianças atendidas pelo programa.
“Nossa missão é orientar as famílias”, resume a coordenadora diocesana da Pastoral da Criança da Arquidiocese de Londrina, Maria Brígida Sampaio de Souza. Para dar conta de tanto trabalho, a Pastoral conta em Londrina com cerca de mil líderes, voluntárias capacitadas para visitar famílias carentes e dar orientações sobre saúde, alimentação, educação e cidadania. Além delas, outras 500 pessoas atuam como voluntárias de apoio. “São aquelas que doam uma pequena parte do seu tempo para trabalhar em prol da Pastoral”, explicou.
Em Florestópolis, a caminhada continua
“A doutora Zilda será a inspiração para continuar a caminhada.” A afirmação é de Eunice Vicente Cardoso, 56 anos, que, junto com a médica Zilda Arns, participou da criação da primeira Pastoral da Criança no Brasil, em Florestópolis. Hoje, 45 mulheres estão de luto e choram a morte de sua guia da solidariedade na missão de salvar centenas de vidas entre os recém-nascidos da periferia e da zona rural. Elas são as voluntárias da Pastoral da Criança em Florestópolis, município do Vale do Paranapanema (região norte do Estado), que foi o berço do movimento no País. As lições ajudaram a evitar mortes eram conhecidas, mas pouco utilizadas. Zilda defendia a aplicação rigorosa de vacinas, o aleitamento materno e uma boa hidratação para crianças. Mas dava as orientações de uma maneira infalível para convencer mães e voluntárias: com ternura e dedicação. A morte da médica não deve alterar o ritmo do trabalho da Pastoral. “A doutora morreu trabalhando pelas crianças e doou sua vida pela pastoral. As voluntárias devem tomar esse exemplo e jamais deixar que o trabalho acabe”, disse Nice, como é conhecida a coordenadora do movimento na cidade, há 26 anos. Nestes mesmos 26 anos, a Pastoral alcançou todo o Brasil e mais 20 países das Américas.
O acompanhamento das famílias começa já na gestação. “As líderes visitam as mães para saber se estão fazendo o pré-natal. Depois acompanham o desenvolvimento da criança, controlando a carteira de vacinação, peso, alimentação até os seis anos de vida”, informou. Cada líder atua em sua comunidade, um total de 186 ativas em Londrina.
Apesar de 80% das famílias atendidas serem carentes, Brígida disse que algumas mães, de classe média, procuram a Pastoral para se cadastrarem e receberem as orientações das voluntárias. “Normalmente essas famílias passam por dificuldades espirituais”, contou. A coordenadora explicou que as líderes trabalham também a espiritualidade, independentemente da religião dos pais.
Apesar de todo esforço e dedicação dos voluntários, a coordenadora da pastoral afirmou que as ações contemplam apenas 40% das crianças pobres identificadas pelo Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Infelizmente não damos conta de atender todas”, lamentou.
Exemplo
Sorte teve Gisele Valdelice da Silva. Com um ano e seis meses de vida, ela não andava, não falava, nem comia. “Nasci muito abaixo do peso”, contou. Vendo a criança tão debilitada, dona Elvira, moradora do mesmo bairro, o Jardim Leste-Oeste (zona oeste), decidiu levar Gisele para casa. “Os filhos dela [Elvira] ficaram assustados. Falavam que eu ia morrer, porque estava muito desnutrida”, relatou.
Ao tomar conhecimento da Pastoral da Criança, dona Elvira se candidatou como voluntária e levou a criança para Florestópolis. “Fiquei quase dois anos numa casa de recuperação para crianças desnutridas”, disse. Caçula, Gisele contou que a mãe biológica não cuidava dos filhos. “Ela gostava de sair, ir para bailes, me deixava sozinha em casa.” Gisele declarou que deve a vida à mãe adotiva e à médica Zilda Arns, pelas ações da Pastoral. “É por causa delas que estou aqui.” Hoje, aos 23 anos, casada e mãe de um filho de cinco meses, Gisele é voluntária de apoio da paróquia São Judas Tadeu.
Para Dirce, trabalho tem que ser feito de “alma e coração”
Dirce Belisario de Oliveira, 54 anos, foi convidada a conhecer o trabalho da Pastoral da Criança de Londrina em 1999. “Comecei como líder no assentamento do Jardim São Marcos (zona sul). Foi muito marcante pra mim. As casas eram muito humildes e a gente tinha que pesar as crianças embaixo de uma árvore”, lembrou. Desde então, a voluntária não conseguiu mais deixar os trabalhos. Já passou pela coordenadoria da paróquia de São Lourenço e hoje é coordenadora de decanato sul, que envolve seis paróquias de Londrina. “Tenho um grande amor pela pastoral.”
Com satisfação, ela lembra de alguns momentos no Jardim São Marcos. “Quando as crianças viam a gente chegando gritavam: ‘lá vem as tias do saco’, porque a gente as colocava no saco para pesar.” Uma vez por mês as voluntárias realizam a Celebração da Vida. “É o dia de checar o peso. As crianças fazem festa”, contou. Para ser voluntário, Dirce disse que é preciso muita coragem. “Temos que enfrentar bandidos. Tem que se entregar de alma e coração ao trabalho.”
Dirce confessa que se esforça para não chorar a morte de Zilda Arns. “Ela foi uma mulher forte e queria nos ver felizes. Se tivesse pelo menos umas 10 pessoas como ela, o mundo seria bem melhor”, declarou.
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sábado, 16 de janeiro de 2010

terremoto defesa civil cadastra voluntarios para ajudar no haiti

Seguindo orientações do governo federal, a Defesa Civil do Paraná abriu cadastro para pessoas que queiram auxiliar as vítimas do terremoto do Haiti. O Brasil ainda está definindo que tipo de ajuda dará, por isso o cadastramento é preliminar e não significa que os interessados serão chamados.

A Secretaria Nacional de Defesa Civil, ligada ao Ministério da Integração Nacional, é que poderá solicitar a convocação dos voluntários. Segundo informações preliminares, alguns voluntários do Rio de Janeiro e de Brasília teriam sido chamados.

Para se cadastrar não há necessidade de nenhum perfil ou formação específica, no entanto, há expectativa que o Haiti necessite principalmente de profissionais de saúde e engenheiros. O cadastramento está sendo feito através da internet. Interessados devem acessar o site www.defesacivil.pr.gov.br.

É necessário que os voluntários tenham passaporte em dia e atestado de vacinação contra poliomielite, febre amarela e doenças imunopreveníveis, como sarampo. No Haiti, os voluntários devem adotar medidas de prevenção de doenças transmitidas por água e alimentos, como cólera, febre tifóide e hepatite A; e medidas de proteção individual contra malária.

DOAÇÕES – Devido à dificuldade de transporte, a Secretaria Nacional de Defesa Civil instrui que, por enquanto, não seja coletado nenhum tipo de doação. O Brasil já enviou parte do seu estoque de donativos e as pessoas que desejarem contribuir devem esperar por novas informações.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (41) 3350-2610 e (41) 3350-2733.

edição do jornal do dia do mes janeiro de 2010




edição imprensa

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

mortos no haITI PODEM CHEGAR A 100 MIL




O total de mortos do devastador terremoto no Haiti pode ficar entre 50.000 e 100.000, disse a Organização Pan-Americana de Saúde.

"Uma variedade de fontes estão estimando os números entre 50.000 e 100.000", disse Jon Andrus da PAHO, filial da Organização Mundial de Saúde nas Américas, em uma coletiva de imprensa.

Reuters

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Tremor no Haiti deixou 300 mil sem casa, estima ONU. Segundo a entidade, uma em cada dez casas da capital, Porto Príncipe, ficaram destruídas
Cobertura Haiti

Clique aqui e leia a cobertura completa sobre o terremoto no Haiti

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Médicos focam nos sobreviventes, mas agonia é crescente
Caos após o terremoto dificulta chegada de doações às vítimas
Dia é crucial para encontrar alguém vivo
Sobe para 25 o número de brasileiros feridos no terremoto do Haiti
Haiti já enterrou 7.000 vítimas em vala comum, diz presidente
A Organização das Nações Unidas (ONU) estimou nesta sexta-feira que aproximadamente 300 mil pessoas perderam suas casas no terremoto de magnitude 7 na Escala Richter que atingiu o Haiti na terça-feira. Segundo a entidade, uma em cada dez casas da capital, Porto Príncipe, ficaram destruídas.

A ONU informou que a comunidade internacional já se comprometeu a enviar US$ 268,5 milhões em auxílio às vítimas. Aproximadamente 3,5 milhões de pessoas vivem em áreas atingidas por "fortes tremores" no país, que tem 9 milhões de habitantes.

"A população estimada de Porto Príncipe é de 2,8 milhões, com aproximadamente 3,5 milhões de pessoas vivendo em áreas afetadas por fortes tremores", afirmou uma porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU. Várias equipes de resgate estão chegando ao Haiti, mas elas enfrentam um cenário de insegurança, obrigando que o trabalho seja paralisado durante a noite por causa da falta de armas ou de guardas.

"Nosso maior problema é a insegurança. Ontem (quinta-feira) eles tentaram roubar alguns de nossos caminhões. Hoje (sexta-feira), nós mal pudemos trabalhar em alguns lugares por causa disso", disse Delfin Antonio Rodríguez, chefe da Defesa Civil e comandante de resgates da vizinha República Dominicana. "Há saques e pessoas com armas por aí, porque esse país é muito pobre e as pessoas estão desesperadas.

Demora

Ao mesmo tempo, os haitianos enfrentam uma situação de desespero por causa da demora na chegada do auxílio. Vítimas do terremoto chegaram a fazer um protesto contra esses atrasos, usando cadáveres para bloquear ruas da capital. Equipes de resgate de República Dominicana, Venezuela, Estados Unidos, França e Bolívia estão entre as primeiras a chegar para ajudar os haitianos. A estimativa é de que dezenas de milhares de pessoas tenham ficado sob os escombros em Porto Príncipe.

Rodríguez lembrou que outro grande problema é a falta de hospitais em funcionamento, já que vários foram destruídos. De acordo com ele, será necessário montar um grande hospital de campanha para atender os vários feridos, mas que no momento era impossível construir um. "Nós podemos fazer isso durante a noite e pela manhã ele já terá sumido", disse ele, temendo os saques

O cenário de insegurança é tal que equipes estavam abandonando o trabalho conforme o sol se punha, mesmo que estivessem no meio de alguma operação de resgate. Em 24 horas, a equipe dominicana resgatou 17 sobreviventes e dezenas de corpos do prédio do Parlamento. Entre os mortos havia 20 senadores haitianos.

avião com militares chegam do haiti chegam ao são paulo




O avião com 16 dos 25 militares brasileiros feridos, que estavam em Porto Príncipe, no Haiti, chegou por volta das 12h35 na Base Aérea de Cumbica, em Guarulhos. Dois homens precisaram ser locomovidos de maca.

Cobertura Haiti

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Reuters

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Militares brasileiros feridos desembarcam em São Paulo
O militar Carlos Michael Pimental de Almeida, de 23 anos, contou à Agência Brasil que estava na Casa Azul no momento do terremoto. Com ele, estavam mais 16 pessoas e, destas, 10 morreram. Almeida, que estava com escoriações leves e arranhões, contou que era a hora do descanso e por isso dormia num beliche do terceiro andar no momento do acidente. Quando acordou, percebeu que estava soterrado.

"Eu não entendi o que estava acontecendo", disse. Ele e os demais militares vão agora para o Hospital Militar, que fica no Cambuci, em São Paulo.

Os militares que desembarcaram são: sargento Wilian mendes Pereira, sargento Tareck Souza de Pontes, cabo Daniel Coelho da Silva, tentente Rafael Araújo de Souza, sargento Gilberto Emílio Marafon, soldado Diovani de Souza Silva Tohomaz, cabo Carlos Michael Pimentel de Almeida, sargento Carlos Alberto Fonseca, capitão Renan Rodrigues de Oliveira, cabo Adriano de Barros Cavalcanti, cabo Eugênio Tesaresi Neto, cabo Luís Paulo das Chagas Lima, cabo Alcebíades Orlando dos Santos Ferreira, soldado Welinton Soares Magalhães, sargento Rômulo Cézar de Carvalho e o tente-coronel Alexandre José Santos.

terremoto do haiti deixa 300 mil sem casa estima ONU





A Organização das Nações Unidas (ONU) estimou nesta sexta-feira que aproximadamente 300 mil pessoas perderam suas casas no terremoto de magnitude 7 na Escala Richter que atingiu o Haiti na terça-feira. Segundo a entidade, uma em cada dez casas da capital, Porto Príncipe, ficaram destruídas.

A ONU informou que a comunidade internacional já se comprometeu a enviar US$ 268,5 milhões em auxílio às vítimas. Aproximadamente 3,5 milhões de pessoas vivem em áreas atingidas por "fortes tremores" no país, que tem 9 milhões de habitantes.

Roosewelt Pinheiro/Abr


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Haitianos são atendidos na base da missão de paz brasileira

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Haiti já enterrou 7.000 vítimas em vala comum, diz presidente
"A população estimada de Porto Príncipe é de 2,8 milhões, com aproximadamente 3,5 milhões de pessoas vivendo em áreas afetadas por fortes tremores", afirmou uma porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU. Várias equipes de resgate estão chegando ao Haiti, mas elas enfrentam um cenário de insegurança, obrigando que o trabalho seja paralisado durante a noite por causa da falta de armas ou de guardas.

"Nosso maior problema é a insegurança. Ontem (quinta-feira) eles tentaram roubar alguns de nossos caminhões. Hoje (sexta-feira), nós mal pudemos trabalhar em alguns lugares por causa disso", disse Delfin Antonio Rodríguez, chefe da Defesa Civil e comandante de resgates da vizinha República Dominicana. "Há saques e pessoas com armas por aí, porque esse país é muito pobre e as pessoas estão desesperadas.

Demora

Ao mesmo tempo, os haitianos enfrentam uma situação de desespero por causa da demora na chegada do auxílio. Vítimas do terremoto chegaram a fazer um protesto contra esses atrasos, usando cadáveres para bloquear ruas da capital. Equipes de resgate de República Dominicana, Venezuela, Estados Unidos, França e Bolívia estão entre as primeiras a chegar para ajudar os haitianos. A estimativa é de que dezenas de milhares de pessoas tenham ficado sob os escombros em Porto Príncipe.

Rodríguez lembrou que outro grande problema é a falta de hospitais em funcionamento, já que vários foram destruídos. De acordo com ele, será necessário montar um grande hospital de campanha para atender os vários feridos, mas que no momento era impossível construir um. "Nós podemos fazer isso durante a noite e pela manhã ele já terá sumido", disse ele, temendo os saques

O cenário de insegurança é tal que equipes estavam abandonando o trabalho conforme o sol se punha, mesmo que estivessem no meio de alguma operação de resgate. Em 24 horas, a equipe dominicana resgatou 17 sobreviventes e dezenas de corpos do prédio do Parlamento. Entre os mortos havia 20 senadores haitianos.

Zilda Arns Chega ao brasil




O velório da médica pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, que ocorre no Palácio das Araucárias, sede do governo estadual, foi interrompido temporariamente para a visitação pública às 13h20 desta sexta-feira (15), para a realização de uma missa reservada à família e amigos próximos.

A cerimônia é comandada por Dom Geraldo Majela Agnello, que trabalhou em parceria com a missionária na fundação da Pastoral da Criança, na década de 1980. Após a missa, a visitação pública ao velório será retomada ainda nesta tarde e seguirá até o sábado (16).

Daniel Derevecki/Agência de Notícias Gazeta do Povo


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Albari Rosa/Agência de Notícias Gazeta do Povo


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Daniel Castellano / Agência de Notícias Gazeta do Povo


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Marcelo Elias/Agência de Notícias Gazeta do Povo


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Vitor Geron/Gazeta do Povo


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Vitor Geron/Gazeta do Povo


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Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr


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Montagem/Agência de Notícias Gazeta do Povo


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REUTERS/Cesar Ferrari


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Divulgação/Pastoral da Criança


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Pastoral da Criança


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Marcelo Elias


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Marcelo Elias


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Visitante reza com o terço na mão durante a fila para o velório

Visitação do público tem cenas de emoção na despedida de Zilda Arns

Fila de pessoas que aguardam para acompanhar velório ocupava toda a rampa de acesso ao Palácio das Araucárias

Fila de pessoas do lado de fora do Palácio das Araucárias

Zelia Arns Cunha, irmã de Zilda Arns, reza durante a oração no início do velório

Maria Neuza Rosa, 58 anos, carregava bandeira do Brasil ao chegar para o velório de Zilda Arns

Chegada do caixão de Zilda Arns no Palácio das Araucárias

O corpo de Zilda Arns está sendo velado no Palácio das Araucárias

Voluntários da Pastoral da Criança foram os primeiros a visitar o caixão de Zilda Arns depois da família

Corpo de Zilda Arns é recebido por parentes e amigos no Palácio das Araucárias. O arcebispo emérito de Curitiba Dom Pedro Fedalto faz uma oração antes da abertura do velório ao público

O arcebispo emérito de Curitiba, Dom Pedro Fedalto, faz uma oração antes da abertura do velório ao público

Bandeira do Brasil cobre o caixão da médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, que é velado no Palácio das Araucárias, em Curitiba

Fila de visitantes ocupava toda a rampa de acesso ao Palácio das Araucárias antes da abertura ao público

Caixão foi levado em um caminhão do Corpo de Bombeiros até o Palácio das Araucárias

Caixão foi carregado em um caminhão do Corpo de Bombeiros

Do aeroporto, o corpo seguiu em cortejo para o Palácio das Araucárias

Bombeiros carregam o caixão com o corpo da médica e missionária, que morreu durante o terremoto no Haiti

O corpo da médica Zilda Arns chegou no aeroporto de Curitiba por volta das 10h20

Por volta das 11 horas, 200 pessoas já formavam fila em frente ao Palácio das Araucárias, aguardando a chegada do corpo de Zilda Arns

Militares da Aeronáutica colocam em um carro do Instituto Médico Legal o caixão com o corpo da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns



Foto de arquivo de Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e vítima fatal do forte terremoto que atingiu o Haiti

Em 1983, a pedido da CNBB, Zilda criou a Pastoral da Criança

Pastoral atende quase 2 milhões de gestantes e crianças menores de seis anos

Zilda Arns com índios yanomamis em Roraima

Zilda Arns em missão no Timor Leste


Nascida em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha (SC), Zilda Arns Neumann morava em Curitiba desde os 10 anos de idade

Zilda recebe o prêmio da ordem do pinheiro pelo seu brilhante trabalho

Coordenadora Nacional da Pastoral da Crianca, indicada para o Premio Nobel da paz 2001

Dia de pesagem das crianças na paróqui Sagrado Coração / 2005

A irmã Rosângela Altoé viajou para o Haiti com Zilda Arns. Ela sobreviveu ao terremoto

Dona Zilda durante a entrevista com os repórteres-mirins (2003).

Dona Zilda: ideias marcaram os jovens repórteres da Gazetinha.

Serviço
Palácio das Araucárias
Rua Jacy Loureiro de Campos, s/nº
Centro Cívico, Curitiba
Telefone: (41) 3350-2400

Cobertura Haiti
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Saiba mais
Ouça a nota de falecimento divulgada pela Pastoral da Criança
Avião com corpo de Zilda Arns deixa Brasília rumo a Curitiba
Corpo de Zilda Arns deve chegar na sexta ao Brasil; velório acontece no Palácio da Araucárias
Leia a íntegra do discurso de Zilda Arns no Haiti
Um país jogado ao chão
Perda de uma vida missionária
Vida e obra Zilda Arns: conheça o trabalho da Pastoral da Criança
Obra de Zilda Arns continuará, diz arcebispo Dom Moacyr José Vitti
Amigos, familiares e políticos lamentam morte de Zilda Arns
Morte de Zilda Arns repercute no Twitter
Envie seu relato sobre o forte terremoto no Haiti
Itamaraty divulga números de telefone para informações sobre o Haiti
Militares relatam corpos na rua e saques após terremoto
Corpo de Zilda Arns chega ao Palácio das Araucárias para velório
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Filho de Zilda Arns falou que a médica estava em uma igreja que desmoronou com o terremoto

Vida dedicada à saúde pública
Nascida em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha (Santa Catarina), Zilda Arns Neumann morava em Curitiba desde os 10 anos de idade, quando se mudou com a família. Formada em Medicina, escolheu o caminho da saúde pública desde cedo. Trabalhou inicialmente como pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, na capital paranaense, e posteriormente como diretora de Saúde Materno-Infantil, da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná.

Leia o perfil completo
A entrada de visitantes havia sido liberada por volta das 12h30, quando aproximadamente 500 pessoas aguardavam para entrar. Entre os que devem acompanhar o culto estão o governador Roberto Requião (PMDB) e o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP) que chegaram ao local por volta das 13h10. Os dois demonstravam estar bastante emocionados quando adentraram a sala onde é realizado o velório, e Temer não escondia as lágrimas.

"A trágica morte de Zilda Arns nos deixa um exemplo de respeito pela atuação que ela teve ao longo da vida. Uma pessoa despojada de vaidades, voltada para as grandes causas sociais. A dona Zilda trabalhou para o Brasil e para a humanidade. Estamos aqui para trazer não apenas o nosso sentimento pessoal, mas de toda a Câmara dos Deputados do Brasil", disse Temer durante a cerimônia.

Requião disse que pediu pessoalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que indique o nome de Zilda ao prêmio Nobel da Paz, mesmo após sua morte. "Sem dúvida nenhuma ele vai atender à solicitação", afirmou. Outro pedido que o governador fez a Lula foi quanto à criação de um prêmio com o nome de Zilda Arns, a ser entregue a pessoas que se destaquem na luta contra a mortalidade infantil e materna.

O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB) - que estava em Washington, nos EStados Unidos -, o vice-prefeito, Luciano Ducci (PSB), e o senador Alvaro Dias (PSDB) chegaram à missa por volta das 14 horas, com a cerimônia já em andamento. Eles entraram por um local reservado e não conversaram com a imprensa.

Início do velório

Logo que chegou ao local, por volta das 11h30, a urna funerária foi diretamente levada à sala onde será realizado o velório, mas as portas do Palácio não foram imediatamente abertas ao público. Entre as 11h45 e 12h15, o arcebispo emérito de Curitiba, Dom Pedro Fedalto, acompanhado de outros religiosos, fez uma oração à Zilda no local do velório, na qual fez um agradecimento ao trabalho da missionária.

Ao fim da prece, familiares da médica que estavam presentes aplaudiram as palavras por cerca de um minuto. Do lado de fora, as pessoas que formavam fila na porta do Palácio das Araucárias rezavam, emocionados, o Pai Nosso, enquanto aguardavam para entrar. As liberação da fila foi feita pela sobrinha-neta de Zilda, Caroline Arns, que conduziu os primeiros visitantes ao caixão. O primeiro grupo de pessoas que entrou era composto por voluntários da Pastoral da Criança, que choravam muito e entoavam músicas religiosas ao passar pelo corpo da médica.

O senador Flávio José Arns (PSDB-PR), sobrinho da médica, bastante abatido, falou rapidamente com a imprensa logo que chegou à sede do governo. Ele disse que um passo que Zilda deu no momento do tremor foi o que determinou sua morte. “Ela já havia encerrado seu discurso na igreja em que estava, quando começou o terremoto. Quando deu um passo à direita, acabou atingida pelos escombros”, disse. O senador ainda relatou o cenário de destruição que encontrou no Haiti. “As pessoas não têm as mínimas condições de vida por lá”, definiu.

Além de Arns, a freira Rosângela Altoé, que esteve no Haiti com Zilda, também acompanhou todo o transporte do corpo da médica até o local do velório.

Chegada ao Brasil

O caixão com o corpo da missionária chegou por volta das 11h30 ao Palácio, depois de ser levado em um caminhão do Corpo de Bombeiros, em um cortejo que saiu do Aeroporto Internacional Afonso Pena, na região de Curitiba.

O avião que trouxe o corpo da médica chegou por volta das 3h30 em Brasília, e partiu às 8h30 da base da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino ao Paraná. No Aeroporto Afonso Pena, o avião chegou por volta das 10h20. O caixão saiu por volta das 10h50 em um cortejo com destino ao Palácio das Araucárias, no Centro Cívico de Curitiba.

O senador Flávio Arns, sobrinho de Zilda, acompanha o transporte do corpo desde o Haiti. No Afonso Pena, o fluxo de pessoas era normal no momento do desembarque, e não havia grande movimentação por conta da chegada do corpo da médica. Cerca de 50 familiares foram autorizados a ir até a pista do aeroporto para acompanhar a retirada do caixão da aeronave. Do terminal, a urna funerária seguiu em um caminhão do Corpo de Bombeiros, escoltado pela Polícia Militar (PM) e seguido por carros de parentes de Zilda.

Fila

Momentos antes da porta do Palácio das Araucárias se abrir para o público, cerca de 500 pessoas, inclusive crianças, já formavam uma fila em frente ao prédio. As duas primeiras pessoas, Maria Olina Aparecida e Justina Ângela Basso, voluntárias da Pastoral, estão no local desde as 8 horas. “Como curitibanas, queremos ser as primeiras a acolher e recepcionar as pessoas que virão de outros lugares aqui hoje”, contou Justina.

“É um dia de muita tristeza, mas também de triunfo para a Zilda, que recebe essa manifestação tão grande de pessoas”, disse Maria.

Um espaço está reservado no estacionamento do Palácio Iguaçu para receber caravanas com centenas de ônibus, vindos de diversos estados. Eles trarão seguidores, fiéis e colaboradores da Pastoral da Criança pelo país. No Palácio das Araucárias, os visitantes devem subir a rampa que dá acesso aos corredores e caminhar cerca de cem metros até chegar ao recinto, no térreo, onde está o caixão com o corpo de Zilda.

Um corredor foi montado para a passagem do público geral, enquanto familiares e autoridades poderão permanecer na sala por mais tempo, em um espaço com cadeiras.

Trânsito e policiamento

Um esquema especial de trânsito foi montado na região do Centro Cívico para o velório. Agentes da Diretoria de Trânsito (Diretran) da Urbanização de Curitiba S.A (Urbs) e do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) foram deslocados para controlar o movimento.

Os cruzamentos das ruas Papa João XXIII e Prefeito Ernani Santiago de Oliveira e das ruas Conselheiro Raul Viana e Professor Benedito Nicolau dos Santos estão bloqueados, e há interdições ainda nas ruas Jacy Loureiro de Campos e na Avenida Cândido de Abreu, próximo ao prédio da Prefeitura de Curitiba. Apesar disso, não havia congestionamento na região por volta das 12h50, já que muita gente chega ao local em ônibus, que podem passar pelos bloqueios.

O policiamento nas proximidades do palácio do governo também foi reforçado. O comando da PM do estado informou que a rebelião de presos ocorrida na Penitenciária Central do Estado, na noite de quinta-feira, não altera os planos da segurança para a despedida de Zilda.

Flores

Em nota, a família de Zilda Arns agradeceu todas as manifestações e palavras de conforto e solidariedade. Segundo os familiares, seria o desejo dela que no lugar de coroas de flores, fossem feitas doações para o trabalho da Pastoral da Criança. Quem quiser fazer contribuições deve acessar o site www.pastoraldacrianca.org.br.

Enterro

Ainda no Palácio das Araucárias, está programada para as 14 horas a missa de corpo presente da médica. O culto será exibido em telões na Praça Nossa Senhora de Salete - situada nas proximidades do Palácio das Araucárias - para que a população também possa acompanhá-lo, e pela internet, em um link que será disponibilizado no site da Pastoral da Criança. Após a celebração haverá o sepultamento no Cemitério da Água Verde, em cerimônia restrita aos familiares.

Presenças confirmadas

O gabinete da Presidência da República confirmou a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no velório de Zilda Arns. Lula deve embarcar no início da tarde desta sexta-feira em São Luís (MA) com destino a Curitiba. De acordo com a Pastoral, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), também confirmaram presença.

Devem acompanhar o velório, ainda, Dom Geraldo Majella Agnelo, cardeal arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, co-fundador da Pastoral da Criança, Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos Brasil (CNBB), Dom Aldo Di Cillo Pagotto, arcebispo da Paraíba e presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, Dom José Antonio Peruzzo, bispo de Palmas e Francisco Beltrão (PR) e presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Pessoa Idosa, Dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo de São Félix do Araguaia (MT) e primo de Zilda Arns, e Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo de Franca (SP), representando Dom Paulo Evaristo Arns, impossibilitado de comparecer por motivos de saúde.

Tragédia

Zilda morreu na terça-feira (12), aos 75 anos, vítima do forte terremoto que abalou o Haiti. A informação foi divulgada na manhã de quarta (13) pelo gabinete do senador Flávio José Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda, e confirmada pela presidência da República.

A médica havia chegado em Porto Príncipe no último domingo (10) para um encontro com bispos e realizaria, às 10h desta quarta-feira, uma palestra sobre a Pastoral da Criança na Conferência Nacional dos Religiosos do Caribe. Na quinta-feira, teria um encontro com representantes de ONGs. A viagem de volta ao Brasil estava prevista para esta sexta-feira (15).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

planejar faz toda a diferença



Matinhos - Para muitos veranistas, a temporada é o período ideal para tirar a mão do bolso e gastar o dinheiro conquistado durante o ano. Mas para não extrapolar o orçamento e evitar surpresas desagradáveis no retorono à vida normal, especialistas em finanças pessoais recomendam cautela.

Segundo a coordenadora do laboratório de Orçamento Familiar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ana Paula Mussi Cherobim, é possível sim aproveitar as férias sem acumular dívidas. Para isso, o mais importante é traçar e manter um planejamento prévio para a temporada, dividindo gastos em dois tipos: fixos e variáveis.

Temporada na ponta do lápis

Veja as dicas de economistas para não voltar da praia no aperto e para já começar a planejar as férias do ano que vem:

Crianças

É preciso ter pulso firme e não sair do orçamento por causa dos pequenos. Antes de ir à praia, deve-se explicar às crianças o quanto elas gastarão em comidas e brincadeiras.

É interessante também ensiná-las a administrar pequenas quantias de dinheiro. Dessa forma, fica mais fácil convencê-las a não esbanjar.

Alimentação

Almoçar e jantar fora todos os dias pode ser fatal para quem quer equilíbrio nas contas no fim da temporada. Especialistas recomendam trazer o máximo de alimentos de casa, já que os preços do Litoral costumam ser mais altos. Pesquisar por mercados econômicos e procurar lugares mais baratos para comer também é indicado.

Lazer

É quase impossível ir à praia sem deixar dinheiro em barracas que vendem água de côco, sorvete ou refrigerante. Esses gastos, apesar de não parecerem, se encaixam nos custos de lazer, assim como passeio de barco ou lan house e fliperama.

É preciso estabelecer e seguir um limite diário de verba para essas atividades.

Compras

O Litoral está repleto de lojas e feiras que vendem brinquedos, roupas, artigos de praia e de decoração a preços convidativos. O problema é que normalmente as pessoas se empolgam e gastam desnecessariamente. O ideal é sempre usar dinheiro vivo e não fazer compras no cartão. Assim, fica mais fácil ter a noção de quanto se está gastando.

Próximas férias

Enquanto a atual temporada ainda está em curso, já é possível planejar as férias do ano seguinte. Fazer reservas com muita antecedência garante preços muito menores. Também é recomendado abrir uma conta poupança ou investimento para guardar o dinheiro destinado à próxima temporada.

Aluguel, manutenção da casa ou hospedagem são valores que não mudam e, de preferência, devem ser quitados antes de a temporada começar. Por outro lado, tudo que envolve alimentação, compras e lazer entra nas despesas que sempre variam. São os gastos mais perigosos, pois crescem de acordo com o comportamento do veranista. “É interessante procurar restaurantes mais econômicos, pesquisar preços nos mercados, estipular um valor máximo para ser usado por dia. Na praia tudo é mais caro, mas dá para controlar algumas coisas”, diz Ana Paula.

Para o consultor em finanças pessoais Raphael Cordeiro, boa parte das pessoas gasta mais do que deve porque não sabe o quanto realmente pode consumir. Assim, o risco de cair no cheque especial ou de se endividar aumenta muito. “O ideal é ter bom senso, verificar as contas antes e botar os cálculos no papel. O orçamento deve ser visto como um aliado, não como inimigo”, explica.

Na opinião de Cordeiro, durante a temporada as pessoas podem e merecem gastar mais do que em meses comuns, mas tudo dentro das possibilidades. Na conta sugerida pelo especialista, a despesa das férias somada à do restante do mês não pode ser maior do que o salário. “O valor pode até ser igual a zero, mas nunca ficar negativo. Quem extrapola vê o décimo terceiro de 2010 evaporar já em janeiro. Não dá para começar o ano na armadilha do salário dobrado do fim de ano”, enfatiza.

Compras

O motorista Marlon José Mayer, 40, e o amigo, o administrador agrícola Edson Ferreira, 45, que vieram de Ponta Grosa, nos Campos Gerais, passar férias com as famílias em Matinhos, garantem que não descuidam do orçamento na temporada. Para não gastar mais do que pode, Mayer e Ferreira preferem encher os porta-malas dos carros com compras de mercado antes da viagem. Foram 20 caixas de cerveja, uma dúzia de refrigerante e muitos aperitivos. Tudo para evitar o preço abusivo dos ambulantes na areia. “Só não dá para escapar do sorvete, que é a única coisa que não podemos trazer”, diz.

Na opinião de Ferreira, a economia na praia tem outro motivo: o acumulo de contas para pagar em janeiro. Nem mesmo na praia, IPVA, IPTU, material e mensalidades escolares saem da cabeça dele. “A gente cuida um pouco mais para não se incomodar depois.”

O comerciante Carlito Morais, 33 anos, que mora em Umuarama, no Noroeste do estado, e passa férias com a família em Guaratuba, também não bobeia com o orçamento no período de descanso. Pagou adiantado pela hospedagem e procura restaurantes com preço acessível. “Viemos para nos divertir, comer bem, mas sem extrapolar”, lembra.

corpo de Zilda Arns deve chegar sexta ao brasil entero sera em curitiba



O corpo da médica pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, será levado para o Brasil em avião da Força Aérea Brasileira ainda nesta quinta-feira. A previsão é que o corpo chegue ao País nesta sexta-feira. O enterro será no Cemitério da Água Verde, Curitiba.

Nélson Arns Neumann, filho de Zilda, disse que houve um contato telefônico com o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, que prometeu empenho no translado do corpo da médica.


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Foto de arquivo de Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e vítima fatal do forte terremoto que atingiu o Haiti
Cobertura Haiti

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Saiba mais
Ouça a nota de falecimento divulgada pela Pastoral da Criança
Leia a íntegra do discurso de Zilda Arns no Haiti
Um país jogado ao chão
Perda de uma vida missionária
“Era uma mulher de um forte carisma especialmente com as crianças”, lembra Dom Geraldo Majela
Vida e obra Zilda Arns: conheça o trabalho da Pastoral da Criança
Obra de Zilda Arns continuará, diz arcebispo Dom Moacyr José Vitti
Amigos, familiares e políticos lamentam morte de Zilda Arns
Região Norte do Paraná foi embrião da Pastoral da Criança
Morte de Zilda Arns repercute no Twitter
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RPC TV

Filho de Zilma Arns falou que a médica estava em uma igreja que desmoronou com o terremoto
"Mas conhecendo minha mãe, tenho certeza de que ela preferiria que fosse dada toda a prioridade no resgate e cuidado de sobreviventes. Temos certeza que a alma dela já está bem, sob os cuidados de Deus", disse Nélson.

Até quarta-feira (13), a informação era de que o velório seria realizado na sede da Pastoral, mas nesta quinta-feira (14), a filha do senador Flávio José Arns (PSDB-PR), Caroline Arns disse, em entrevista ao telejornal Paraná TV 1ª edição, da RPC TV, que a cerimônia será feita no Palácio das Araucárias, sede do governo estadual. Como provavelmente muitas pessoas idosas irão ao velório, o novo local é considerado mais apropriado, por ter menos escadas.

A assessoria de imprensa do governo diz que colocou o Palácio à disposição da família da médica, mas que até o meio-dia ainda não havia recebido a confirmação de que o velório seria realizado no local.

Na noite de quarta-feira, o ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, chegou ao Haiti ao lado do ministro o comandante da Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto, o Comandante do Exército, General Enzo Martins Pery, o secretário executivo da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Rogério Sotilli, o senador Flávio Arns (PSDB-PR), além de representantes do Ministério da Saúde, do Ministério das Relações Exteriores e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Zilda morreu na terça-feira (12), aos 75 anos, vítima do forte terremoto que abalou o Haiti. A informação foi divulgada na manhã de quarta pelo gabinete do senador Flávio José Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda, e confirmada pelo gabinete da presidência da República.

A médica havia chegado em Porto Príncipe no último domingo (10) para um encontro com bispos e realizaria, às 10h desta quarta-feira, uma palestra sobre a Pastoral da Criança na Conferência Nacional dos Religiosos do Caribe. Na quinta-feira, teria um encontro com representantes de ONGs. A viagem de volta ao Brasil estava prevista para esta sexta-feira (15).

No momento do tremor, Zilda estava reunida com religiosos e lideranças comunitárias em uma igreja local. Segundo o senador Flávio Arns, ela havia acabado de proferir um discurso para cerca de 150 pessoas e conversava com um sacerdote, que queria mais informações sobre o trabalho da Pastoral da Criança. “De repente, começou o tremor. O padre que estava conversando com ela, deu um passo para o lado e a Dra. Zilda recuou um passo e foi atingida diretamente na cabeça, quando o teto desabou. Ela morreu na hora”, relatou Arns em nota enviada à Pastoral.

Ainda segundo o texto, a médica não ficou completamente soterrada. “O resto do corpo não sofreu ferimentos, somente a cabeça foi atingida. O sacerdote que conversava com ela sobreviveu”. O senador conta ainda que outros quinze sacerdotes que estavam próximos a ela também morreram.

Além dos religiosos, um militar brasileiro que fazia a tradução do discurso da médica para o francês também entrou em óbito. O corpo de Zilda foi encontrado pela embaixatriz do Brasil em Porto Príncipe, Roseana Teresa Aben-Athar Kipman. Segundo relato de diplomatas brasileiros que acompanham a tragédia causada pelo terremoto de 7 graus na Escala Richter no Haiti, o corpo estava sob os escombros da sede de um projeto humanitário, cuja laje desabou.

A irmã Rosângela Altoé, que viajou para o Haiti para acompanhar Zilda Arns, está bem e aguarda um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para retornar para Curitiba. Rosângela falou nesta quarta-feira pela manhã por telefone com a irmã Lurdes Maria Moser. "Ela ligou por volta de 10h da manhã. Foi um alívio ouvir a voz dela. Graças a Deus ela está viva e bem", disse.

A ligação foi curta, explica Lurdes, porque havia muitas pessoas esperando na fila para ligar para os familiares no Brasil. "Aqui está muito triste. Muitas pessoas perderam a vida", disse.

Rosângela Altoé tem 56 anos e nasceu no Espírito Santo, mas há um ano morava e trabalhava na capital paranaense.


Luto Oficial


O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que está em Brasília, decretou luto oficial de três dias no estado pela morte da amiga. "Grande perda para o Brasil e dor para os amigos", disse o governador.

O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), que está em Washington (EUA), também comentou a morte de Zilda no microblog. "Não existe sensação de perda maior. A humanidade perde com a ausência dela", escreveu Richa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte de Zilda Arns, segundo o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim. "O presidente estava absolutamente chocado, lamentou muito. (Zilda) é uma pessoa de grande projeção no País", afirmou Amorim.


Vida dedicada à saúde pública


Nascida em 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha (Santa Catarina), Zilda Arns Neumann morava em Curitiba desde os 10 anos de idade, quando se mudou com a família. Deixou cinco filhos e dez netos.

Formada em Medicina, escolheu o caminho da saúde pública desde cedo. Trabalhou inicialmente como pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, na capital paranaense, e posteriormente como diretora de Saúde Materno-Infantil, da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná.

Em 1980, foi convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, no Paraná.

Em 1983, a pedido da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), criou a Pastoral da Criança com Dom Geraldo Majela Agnello, cardeal e arcebispo primaz do Brasil, que na época era arcebispo de Londrina. Em 27 anos de trabalho, a Pastoral conta com a ajuda de mais de 260 mil voluntários e atende quase 2 milhões de gestantes e crianças menores de seis anos e 1,4 milhão de famílias pobres, em 4.063 municípios brasileiros.

Em 2008, mais de 1,9 milhão de gestantes e crianças menores seis anos e 1,4 milhão de famílias pobres foram acompanhados pela ONG em 4.063 municípios brasileiros. Ao todo, a Pastoral conta com mais de 260 mil voluntários que levam conhecimentos sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres.

No ano de 2004, também a pedido da CNBB, fundou a Pastoral da Pessoa Idosa que atende 129 mil idosos acompanhados, todos os meses, por 14 mil voluntários.

Reconhecida nacionalmente e internacionalmente pelo trabalho que realizava, Zilda Arns era cidadã honorária de 10 estados e 35 municípios. Recebeu títulos de doutor honoris causa de cinco universidades: Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina.

Entre os prêmios que recebeu ao longo da carreira estão o Woodrow Wilson, da Woodrow Wilson Fundation, em 2007; o Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA); Heroína da Saúde Pública das Américas (OPAS/2002); 1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000); Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1988); Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997) e Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/ 1994). Em 2006, foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz.
fonte gazeta do povo

terremoto haiti

Plantão do dia 13/01/10
Morre em terremoto a fundadora Zilda e coordenadora da pastoral da criança e da pessoa idosa no pais de Haiti varias pessoas morreram e tambem muitas pessoas ficaram feridas com este terremoto que aconteceu na cidade de Haiti .

motoristas trafegam normalmente pelo acostamento pela BR -277

Noticias do dia 12/01/10
Movimento acima do normal BR 277 motoristas trafegam livremente pelo acostamento pensando que a fiscalização não percebe se a fiscalização pegar multa de 127,69 centavos e 5 pontos na carteira .

domingo, 10 de janeiro de 2010

ministro da agricultura critica plano nacional de direitos humanos




O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, criticou nesta sexta-feira o Plano Nacional de Direitos Humanos, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH).

Juntando-se a setores das Forças Armadas e à presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), que se opõem ao programa, Stephanes disse que as medidas propostas aumentam a insegurança jurídica no campo e fortalecem determinadas organizações, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Na quinta-feira, Kátia Abreu disse que o plano propõe que, antes da concessão de liminar ou da reintegração de posse, no caso de invasão de propriedade, seja criada uma espécie de câmara de conciliação para mediar o conflito. Esse ponto, na opinião da senadora e do ministro, estimularia a violência no campo.

“Eu sinto pelo projeto, por a agricultura não estar participando e porque demonstra um certo preconceito em relação à agricultura comercial”, afirmou Stephanes. Segundo ele, o Ministério da Agricultura não foi ouvido na elaboração do plano.

Agriculturas diferentes

Stephanes mostrou-se insatisfeito com o conceito usado pela SEDH para dividir a agricultura. “A agricultura não pode ser dividida apenas em agricultura comercial e agricultura familiar. Esse conceito não se aplica. Temos pequenos agricultores, médios agricultores e grandes agricultores. Todos eles participam, de uma forma ou de outra, da agricultura comercial ou do agronegócio.”

O ministro disse que, “por várias razões”, como desocupação de terras e condições de trabalho no campo, o Ministério da Agricultura deveria ter sido consultado. Ele também se posicionou em relação à Cosan, uma das maiores empresas do setor sucroalcooleiro, dona da rede de postos de combustíveis Esso e fabricante do açúcar União, que entrou na chamada “lista suja” do trabalho escravo e, por isso, teve a concessão de créditos suspensos.

“Houve um exagero. A Cosan teve um problema há três anos, através de uma empresa terceirizada de uma de suas fornecedoras, e ela tem centenas de fornecedoras. Ela resolveu imediatamente o problema e, três anos depois, entra numa lista”, afirmou o ministro. De acordo com ele, a Cosan é signatária do programa de boas práticas do setor sucroalcooleiro, que leva em consideração as condições de trabalho dos empregados.

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angra recebe 110 toneladas de donativos

Neste final de semana, a entrega de doações para vítimas dos deslizamentos em Angra dos Reis totalizou 110 toneladas, entre alimentos, água, roupas, material de limpeza, de higiene, velas e colchões. A cantora Preta Gil levou dois caminhões lotados de roupas e alimentos.

O posto de recebimento de donativos, instalado na Ceav (Escola Estadual Artur Vargas), recebeu a visita do presidente do estaleiro Keppel Fels Brasil, Kc Kwok, que levou 80 operários de sua empresa para trabalhar como voluntários ontem, o dia todo.

“Só hoje, eles trouxeram 300 fardos com garrafas de um litro e meio de água, além do que já veio, durante a semana, de material de higiene pessoal, de limpeza, vela, fósforo, roupa de cama, e alimentos”, contou a primeira-dama Alessandra Jordão. Kc Kwok disse a Alessandra que está reformando um prédio em Jacuecanga para abrigar 140 famílias. “Em 15 dias estará pronto”, afirmou.

A campanha do governo federal Fome Zero, junto com a empresa Eletronuclear, também levou no sábado cerca de 200 kits de material escolar, contendo mochila, estojo, caderno, lápis, lápis-de-cor, régua, apontador, borracha, para as crianças que perderam tudo.

diego paloco
Na sexta-feira, a cantora Preta Gil chegou, sem prévio aviso, ao posto de recebimento de donativos e foi recepcionada pelo prefeito de Angra dos Reis, Tuca Jordão. Ela enviou dois caminhões com doações de roupas e alimentos. Ela mobilizou uma campanha no Twitter, iniciada a partir de um pedido de sua sogra, moradora de Mambucaba, em Angra.

“Minha sogra ligou e me pediu, chorando, que ajudasse, porque o bairro estava inundado”, disse Preta, segundo relato da assessoria do prefeito. Até o final de fevereiro, a renda dos ingressos vendidos às quintas-feiras para o show Noite Preta, que ela apresenta na boate The Week, no Rio, será doada para as vítimas do desastre em Angra.

Segundo o último levantamento da Defesa Civil municipal, o número total de desabrigados, que estão em quatro escolas municipais, é de 116 pessoas. Os desalojados, que só comparecem nos abrigos para se alimentar, são 168.

Há, porém, 2.070 pessoas que não estão mais em suas casas porque foram para casas de parentes ou amigos. As 435 famílias, que estavam abrigadas no Ciep 495, no Parque Mambucaba, estão recebendo assistência da prefeitura, como cestas básicas.

Ladrões tentam roubar caixa eletronico mais colocam fogo no dinheiro

Ladrões tentaram arrombar o caixa eletrônico da Caixa Econômica Federal, que fica localizado no interior do campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL), por volta das 7h30 deste domingo (10), mas foram frustrados.

O grupo de seis homens armados invadiu o local depois de render três vigias internos da instituição. Para abrir o caixa eles usaram um maçarico, mas acabaram incendiando parte das notas contidas no cofre do caixa eletrônico. Com o fogo e a fumaça causada, eles se assustaram e fugiram. As câmeras internas da reitoria registraram toda a movimentação e as imagens foram enviadas para a Polícia Civil.

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Homem é baleado na cabeça e no tórax em tentativa de assalto
Um dos vigias foi agredido com coronhadas na cabeça, mas ninguém foi ferido gravemente. Segundo o funcionário da central de vigilância da UEL, Arnaldo Francisco Correia de Melo, os ladrões se aproveitaram da troca da guarda do único veículo que faz a ronda por todo o campus e tiveram pouco trabalho rendendo apenas três homens. Um caso semelhante aconteceu na última sexta-feira, dia 8, em uma agência do Banco Itaú, na Avenida Higienópolis. Bandidos tentaram abrir o caixa eletrônico com um maçarico durante a noite, mas não foram capazes de arrombar o cofre. Apesar da grande destruição do equipamento, eles fugiram do local sem levar nada.

A polícia não tem pistas se os dois casos foram realizados pelo mesmo grupo.

toyota lança novo carro



Depois de muita indefinição en­­tre modelos já fabricados no Japão, até mesmo sob a marca popular Daihatsu, a Toyota finalmente revelou seu carro compacto que deve ser produzido em sua fábrica de Sorocaba, no interior de São Paulo. O palco de apresentação do novo automóvel ocorreu no Salão de Nova Déli, na Índia, que abriu as portas na se­­mana passada.
Batizado como Etios, o modelo foi exibido como conceito nas versões hatch e sedã. Ele começa a ser produzido no fim des­­te ano em uma fá­­brica ex­­clusiva da Toyota Kir­­loskar, subsidiária in­diana da marca, e mais tarde chega a mercados emergentes como a China e Brasil. Na Índia, a Toyota espera vender cerca de 70 mil unidades do Etios por ano.
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O interior abusa de cores vivas e claras que não devem estar na versão brasileira
Fotos: Divulgação/Toyota + ampliar imagem
A versão sedã é a mais cotada para ser produzida no Brasil
Gurinder Osan/AP + ampliar imagem
A Honda pretende lançar um modelo com base no protótipo em 2011

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Fabricantes revelam compactos na mostra indiana
Algumas das principais fabricantes de carros mundiais apresentaram modelos compactos, no Delhi Auto Show, o salão de automóveis na Índia onde em 2008 foi apresentado o Nano, da Tata, o carro mais barato do mundo. As montadoras pretendem abocanhar uma fatia do crescente mercado de automóveis na Índia, onde a indo-japonesa Maruti Suzuki é predominante.
Impulsionado pela segunda maior população do mundo, incentivos do governo e uma economia doméstica relativamente forte, o mercado de automóveis vem crescendo fortemente no país e a expectativa é de que cresça até 16% neste ano. Estimativas da indústria prevêem que a frota do país chegue a 2 milhões de carros neste ano, e triplique na próxima década, afirma a agência de notícias France Presse.
Além do Toyota Etios, a Volkswagen apresentou um modelo compacto do Pólo, fabricado inteiramente na Índia. O modelo deve chegar ao mercado em março. A Honda apresentou um carro familiar compacto, que deve seguir a mesma linha de preço. A General Motors também apresentou o Beat, que deve chegar ao mercado na faixa dos US$ 7 mil (cerca de R$ 12.092).
Esta já é a décima edição do Delhi Auto Show, mas o salão só chamou a atenção internacional dois anos atrás, com o lançamento do Nano, que custa apenas US$ 2.500 (cerca de R$ 4.300).
O desenho do novo compacto é robusto, com alguns toques mo­­dernos, com a grade integrada aos faróis e “ombros” bem demarcados por vincos nas laterais. O interior abusa de cores vivas e claras, elementos que não devem estar na versão brasileira. A “natureza” global do projeto fica clara no painel simétrico, com quadro de instrumentos analógico em posição central. Isso permite uma adaptação mais fácil à “mão” de cada país – na Índia, por exemplo, a mão é in­­glesa, tal como na Ingla­terra e no Japão.
O Etios será movido por motores 1.2 e 1.5 litro, mas a Toyota ain­­­­da não liberou especificações a respeito das motorizações. Com o Etios a marca japonesa irá lutar por posições em um segmento de maior volume de vendas. A rival e compatriota Honda aplicou a mes­­ma filosofia com a diversificação de seus produtos, primeiro com o Civic, depois com o Fit e o seu derivado, o sedã compacto Ci­­ty – um projeto criado especialmente para países emergentes.
Há tempos que a Toyota estuda a fabricação de um novo mo­­delo no Brasil. A marca, que se ins­­talou no país em 1958, produziu durante décadas o jipe Ban­dei­­ran­­tes e só em 1999 deu início a produção de um carro de passeio, o sedã Co­­­­rolla. A fá­­brica de So­­roca­­ba terá capacidade para produzir 150 mil veí­­culos por ano.

ultimas noticias 10/01/10 grupo que atacou togo ameaça fazer mais ações armadas



O grupo separatista angolano responsável pelo ataque contra a delegação da seleção de futebol do Togo, deixando três mortos, ameaçou neste domingo (10) realizar novas ações violentas contra a Copa Africana das Nações.
Em entrevista à agência de notícias France Presse, Rodrigues Mingas, responsável pelo grupo, disse que ataques são contra a realização de partidas da competição na região de Cabinda. "Isto vai continuar porque a nação está em guerra", disse. "As armas continuarão falando."
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A declaração foi feita dois dias após o ataque de sexta-feira (8) do grupo separatista Forças de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) contra o ônibus que viajava a delegação de futebol para disputar o campeonato.
Volta para casa
Enquanto isso, continua incerta a participação da seleção do Togo no torneio, que continua confirmado para acontecer em Angola.
Depois de jogadores haverem confirmado a participação, o premiê do país disse que o time deveria cancelar seus jogos e o capitão da equipe, Emmanuel Adebayor, disse que os jogadores iam voltar para casa sem jogar na Copa das Nações Africanas.
Segundo ele, os jogadores haviam decidido jogar como homenagem aos mortos. "Infelizmente o chefe de estado e as autoridades do país tomaram uma decisão diferente, então vamos fazer as malas e voltar para casa", disse.
O primeiro-ministro do togo, Gilbert Houngbo, se declarou contra a decisão de jogadores da seleção de futebol do seu país e disse que o grupo deveria voltar para casa. "Se um time ou algumas pessoas se apresentarem sob a bandeira togolesa, vai ser uma falsa representação", disse o premiê. No ataque, o assessor de imprensa do time, o auxiliar técnico e o motorista do veículo morreram.
Mais cedo, a equipe de futebol do Togo decidiu jogar na Copa Africana de Nações, segundo jogadores. A equipe chegou a declarar que abandonaria o torneio, mas o meio-campista, Alaixys Romao, afirmou ao jornal francês "L'Equipe", no fim da noite de sábado (9), que o time concordou em permanecer na Copa e vai ficar na província angolana de Cabinda para o primeiro jogo da equipe do Grupo B contra Gana, na próxima segunda-feira (11). "A decisão foi tomada por unanimidade", disse Romão.
Além das três mortes já foram confirmadas, o goleiro Kodjovi Obilalé, que atua pelo GSI Pontivy (FRA), sofreu uma lesão neurológica e ficará internado sob tratamento intensivo. O jogador corre o risco de ficar paraplégico.
Alerta e ataque
Segundo uma autoridade ligada ao futebol africano, a seleção do Togo foi advertida a não viajar de ônibus para a província angolana de Cabinda.
O ataque ocorreu cinco meses antes de a vizinha África do Sul sediar a Copa do Mundo, tornando-se o primeiro país do continente a organizar o evento.
Virgilio Santos, uma autoridade do COCAN, o comitê organizador da Copa Africana de Nações, disse ao jornal "A Bola" que nenhum time deveria viajar de ônibus por Angola.
Pedimos que todas as delegações nos informassem quando chegariam e fornecessem os números de passaportes de seus jogadores. Togo foi o único time que não respondeu e não informou o COCAN que estava vindo de ônibus", afirmou Santos.
"As regras são claras: nenhuma seleção deve viajar de ônibus. Eu não sei o que os levou a isso."
Copa do Mundo
O ex-técnico do Togo Otto Pfister afirmou que o ataque prejudica a Copa do Mundo na África do Sul.
"Isso é um grande golpe para a África. Obviamente isso será diretamente ligado à Copa do Mundo agora", disse Pfister à agência de notícias esportiva alemã SID.
O capitão e astro da equipe togolesa, Emmanuel Adebayor, que estava no ônibus mas escapou sem ferimentos, concordou que o ataque prejudica a imagem africana.
"Continuamos repetindo que, África, nós temos que mudar nossa imagem se quisermos ser respeitados e, infelizmente, isso não está acontecendo", disse Adebayor à BBC. "Muitos jogadores querem desistir (do torneio). Eles viram a morte e querem voltar para suas famílias."
Qualquer repercussão do ataque será observada de perto pela África do Sul, que gastou pelo menos 13 bilhões de rands (R$ 3 bilhões) em novos estádios e infraestrutura para a Copa.
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doze pessoas de americo brasiliense



08/01/2010 - Doze pessoas de Américo Brasiliense morreram em acidente na BR-365, próximo a Patos de Minas, por volta das 6 horas desta sexta-feira. O acidente envolveu uma carreta e a van de turistas, que levava 22 passageiros de Américo para uma praia no Sul da Bahia - Foto Site Patos Urgente

reportagem diego paloco

cerca de 62 mil veiculos devem deichar as prais neste domingo

O movimento nas estradas que ligam Curitiba ao Litoral do Paraná e de Santa Catarina será bastante intenso neste domingo (10), principalmente no sentido à capital paranaense. A previsão é de que 62 mil veículos deixem as praias. No sentido inverso, o fluxo deve ficar apenas um pouco acima do normal.
Pela BR-376, rodovia que dá acesso às praias de Santa Catarina, o fluxo no sentido Curitiba pode atingir picos de 3,4 mil veículos por hora (número quatro vezes maior do que o normal), segundo estimativa da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Cerca de 35 mil veículos devem subir a Curitiba.
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Confira como está o movimento das estradas agora
* Na seção Estradas do site Verão da Gazeta do Povo você confere as últimas informações sobre as rodovias que levem às praias.
* Veja também as imagens do fluxo de veículos na BR-277, geradas pela Ecovia.
Já pela BR-277, rodovia que dá acesso ao Litoral paranaense, o movimento deve ter picos de mil veículos por hora no fim da manhã, chegando a dois mil veículos - número quatro vezes maior do que o normal - a partir das 14 horas, de acordo com a concessionária Ecovia, que administra o trecho da estrada. A concessionária estima que 27 mil veículos devem seguir para Curitiba pela BR-277 neste domingo (10). O fluxo na descida das praias deve ser normal, ficando em torno de 500 veículos por hora.
No domingo tem inversão de tráfego na PR-407
Para melhorar a fluidez do trânsito no retorno para Curitiba, haverá inversão de tráfego na PR-407 – que liga Pontal do Paraná à BR-277 - neste domingo (10). A Operação Mão Única acontecerá entre 14h30 e 19 horas. Nesse horário a rodovia terá sentido único dos balneários com direção a 277. A operação é feita pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE) e pela Ecovia.
De acordo com o capitão Valdir Carvalho de Souza, comandante do PRE no Litoral, os motoristas devem deixar as praias durante a inversão para não pegarem congestionamento. “Na Operação Mão Única a pista da PR-407 que dá acesso às praias de Pontal do Paraná ficará liberada para o retorno. Depois das 19 horas, certamente, os motoristas vão ter que enfrentar trânsito lento”, afirma o capitão.
A PRE orienta que os motoristas não deixem para a última hora o retorno para Curitiba.
O mesmo alerta vale para quem está em Guaratuba. Segundo Souza, a melhor opção é seguir pela PR-412 (Guaratuba) rumo à PR-407 durante a inversão. Isso porque a previsão é de que haverá trânsito lento na BR-376 em direção a Garuva (SC), alerta o comandante da PRE no Litoral.
Já os condutores que descerem aos balneários de Pontal do Paraná durante o período da inversão, deverão seguir pela PR-508 (Alexandra-Matinhos).
Balanço de sábado (9)
O movimento de veículos em direção às praias de Santa Catarina pela BR-376 se manteve alto ao longo de todo o sábado (10). Até as 19 horas, o fluxo atingia picos de 2,8 mil veículos por hora (quatro vezes maior do que o normal). No sentido Curitiba, o fluxo era de 2,4 mil.
Na BR-277, estrada que liga Curitiba ao Litoral paranaense, o fluxo em direção às praias chegou a atingir um pico de 1,1 mil veículos por hora (o dobro do normal) até as 13 horas. Depois disso, o fluxo voltou ao normal e continuou assim até o início da noite. Em direção a Curitiba, o fluxo permaneceu normal ao longo do dia.
Nas estradas estaduais do Litoral paranaense, a movimentação foi alta ao longo de toda a tarde de sábado (9). A PR-508 (Alexandra-Matinhos), por exemplo, teve picos de 718 veículos entrando por hora em Matinhos (mais do que o dobro do normal). Apesar do fluxo intenso, não houve formação de congestionamentos, segundo a PRE.
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asssita a reportagem da rede paranense de comunicação na reportagem do carro que caiu em um buraco em paranavai Dois jovens morreram em um acidente na madrugada deste sábado (9) na BR-376, perto de Paranavaí, no Noroeste do estado. O carro onde eles estavam saiu da pista e bateu em uma árvore. De acordo com a reportagem do telejornal ParanáTV 1ª edição, chovia muito no momento do acidente.
O motorista do veículo teria perdido o controle da direção e acabou batendo contra a árvore. Depois da colisão, o carro foi parar dentro de uma caixa de concreto que serve para acumular água da chuva. Só pela manhã o veículo foi encontrado e retirado do local.Outro acidente deixou três mortos e dois feridos na região dos Campos Gerais na noite de sexta-feira (8). A colisão envolveu dois carros e uma moto na PR-160 entre Imbaú e Telêmaco Borba.
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preso vigilante acusado de participar da morte do estudante bruno strobel


Polícia Militar prendeu, na noite de sexta-feira (8), no Balneário Ipanema, no Litoral do estado, o vigilante Eliandro Luiz Marconcini, que estava foragido desde 2008. Ele é um dos três seguranças acusados de matar o estudante Bruno Strobel Coelho Santos, de 19 anos. O crime aconteceu em outubro de 2007. Os outros dois vigilantes estão detidos.
Havia mandado de prisão em aberto contra Marconcine homicídio, formação de quadrilha e ocultação de cadáver. De acordo com a Agência Estadual de Notícias, responsável pelas informações oficiais do estado, o detido foi encontrado em sua própria casa, na Rua Chimbu, próximo à Avenida Atlântica. Ele foi encaminhado à Delegacia de Pontal do Paraná.
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Jonathan Campos/Agência de Notícias Gazeta do Povo Ampliar imagem
Vigilantes Douglas Rodrigo Sampaio Rodrigues e Eliandro Luiz Marconcini participaram da reconstituição do crime em 25 de outubro de 2007
O estudante Bruno Strobel desapareceu no dia 2 de outubro de 2007 e foi encontrado morto uma semana depois, com dois tiros na cabeça, na Rodovia dos Minérios, em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba. Ele teria sido morto por funcionários da empresa de segurança Centronic depois de ter sido flagrado pichando o muro de uma clínica no bairro Alto da Glória. O estudante era filho do jornalista esportivo Vinicius Coelho.
De acordo com as investigações do caso, Bruno teria sido abordado pelo vigilante Marlon Balen Janke. Rendido, o rapaz foi levado à sede da empresa de segurança, onde teria sido espancado por Janke e outros vigias. Durante a agressão, Bruno revelou ser filho do jornalista, o que teria motivado o assassinato. Com o auxílio dos também vigias Douglas Rodrigo Sampaio Rodrigues e Marconcini, Bruno foi levado ao matagal onde foi assassinado.
No dia 17 de outubro, os três seguranças foram presos. Seis meses depois, em 17 de abril de 2008, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) concedeu um habeas-corpus e os acusado foram postos em liberdade. Depois de passar duas semanas soltos, a Justiça deu ordem para que os três vigilantes voltassem para a cadeia. Janke e Rodrigues foram presos novamente e Marconcini permanecia foragido até a última sexta-feira.
A partir da morte de Bruno, a Polícia Federal (PF) desencadeou a Operação Varredura nos estados para fiscalizar armas e munições das empresas regularizadas e fechar empresas clandestinas do setor de segurança. No Paraná, a operação chegou em junho, quando 53 empresas que atuavam na clandestinidade (29 delas só em Curitiba) foram autuadas. A morte de Bruno também mobilizou a Câmara Municipal de Curitiba. Os vereadores aprovaram a proposta de não liberar alvará a empresas de segurança que não estejam cadastradas na PF.
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sábado, 9 de janeiro de 2010

Radar



Neste sábado o tempo segue instável no Estado, pois em níveis médios da atmosfera há ingresso de umidade e calor até o Paraná. Nestas condições o tempo fica abafado, com previsão de chuvas para boa parte das regiões paranaenses. Entre o Noroeste e Oeste, as chuvas ocorrem de forma repentina e com rápida duração, porém apresentam intensidade significativa e podem vir acompanhadas de tempestades. A exemplo dos últimos dias, o volume de chuvas volta a ocorrer entre o Norte Pioneiro, RMC e as praias, onde chove a qualquer hora do dia.

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clima no parana



curitiba pacandas chuvas durante o dia paranagua tambem ha possibilidades de chuvas a noite e mais de madrugada max de 35 em londrina e 43 em curitiba

chuva em angra na virada foi a maior dos ultimos 10 anos dizem metereologistas


A chuva que atingiu Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, nas últimas 12 horas do dia 31 de dezembro e nas primeiras 12 horas do dia 1º de janeiro foi o maior volume de água em 24 horas dos últimos dez anos, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Foram 142,9 mm de água – um valor normalmente registrado em todo um mês.
Nessas condições, segundo o geólogo José Tadeu Tommaselli, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), mesmo um morro totalmente preservado e sem impacto humano nenhum correria risco de avalanches de terra.
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Relatório do Tribunal de Contas alertou sobre riscos em Angra
MP-RJ apura responsabilidade de autoridades em Angra
“Qualquer chuva acima de 70 mm é um indicador de problemas. E choveu muito mais que 70 mm”, explica o cientista.
No primeiro dia do ano, as chuvas na cidade causaram o deslizamento de dois morros, um em Ilha Grande e outro na parte continental de Angra. Ao todo, 52 pessoas morreram. Uma ainda está desaparecida.
Antes da chuva da virada, os maiores valores registrados pelo Inmet em 24 horas na região nos últimos dez anos foram de 129,3 mm em 9 de dezembro de 2002 e 117,5 mm em 25 de outubro de 2003. A maior chuva em um dia da história de Angra ocorreu na década de 1960: 191,4 mm em 22 de dezembro de 1965.
A causa de tanta água, de acordo com o meteorologista Fabrício Daniel dos Santos Silva, foi a formação que levou para a região do litoral do Rio de Janeiro massas de ar mais úmidas, que combinam tanto nuvens que causam precipitações intensas como aquelas que geram chuvas mais fracas, mas mais duradouras.
Ainda assim, o meteorologista afirma que essas chuvas são consideradas normais. “São normais alguns eventos de precipitações muito intensos nas mais diversas regiões do país, quando estas estão passando pelo seu período mais chuvoso”, explica Silva.
O também meteorologista José Fernando Pesquero, do Grupo de Previsão Climática do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), concorda.
“Estamos em um mês de verão. O calor associado ao anômalo transporte de umidade que está ocorrendo da região norte do Brasil para as regiões sul e sudeste é o responsável por estas chuvas. As frentes frias estão passando apenas pelo oceano Atlântico”, explica. “Esse transporte intenso de umidade associado ao fenômeno El Niño, que já é conhecido de provocar chuvas, pode estar provocando chuvas mais intensas”,afirma.
Os meteorologistas também afirmam que não há motivo para achar que os temporais são culpa das mudanças climáticas associadas ao aquecimento global.
“Todos os pesquisadores do clima são unânimes em afirmar que ainda não se pode associar tais eventos diretamente às mudanças do clima. Até porque tais eventos intensos sempre ocorreram”, afirma Silva.
"A atmosfera possui um número quase que infinito que sistemas que estão interagindo com ela. Estes vão de um El Niño até os escapamentos dos carros, soltando poluição. Por isto é complicado dizer se alguma chuva em particular, que ocorreu na atmosfera, teve tal culpado diretamente”, diz Pesquero.
Tanta água, para o geólogo José Tadeu Tommaselli, aumenta a possibilidade de deslizamentos em morros. Isso por que as rochas, em áreas de encosta, são mais próximas do solo. “A água penetra no solo, chega na rocha e represa. Isso vira lama. Todo esse bloco de solo, que estava em cima, perde o atrito e desliza. Despenca”, explica Tommaselli.
Segundo o pesquisador, mesmo que os morros estivessem preservados eles poderiam ter desabado. “Esse é o primeiro grande erro das pessoas. A área não estar impactada não significa que isso não vá acontecer. A natureza se movimenta o tempo todo”, diz ele.
“Tudo tem uma tendência a ir para o fundo do vale. Quem está morando ali tem que saber que está correndo perigo”, explica.Outras cidades
Os dados do Inmet também mostram grandes volumes de chuvas em outras cidades do país afetadas pelos alagamentos.
Em São Paulo, a chuva do dia 8 de dezembro causou muitos transtornos no trânsito e alagou bairros inteiros.
Segundo os dados meteorológicos, foram 97 mm de chuva. Mas a cidade já enfrentou precipitações mais intensas recentemente.
Em 8 de fevereiro de 2007, choveu 103,3 mm na capital paulista. Em 25 de maio de 2005, foram 140,4 mm – o recorde dos últimos 50 anos.
Já a cidade de São Luiz do Paraitinga (SP), que teve seu centro histórico destruído, foi vítima de uma sequência de chuvas, menos intensas que as de Angra e São Paulo, mas ainda assim bastante fortes.
Em 28 de dezembro, choveu 35,2 mm. No dia 29, foram 46,8mm e no dia 30, 31,4mm. No último dia do ano, foram 11 mm de chuva. Mas a trégua foi momentânea. No primeiro dia de 2010, choveu 56 mm na cidade.
A estação meteorológica da cidade foi instalada em novembro de 2007. De lá para cá, o recorde registrado foi de 66,4 mm em 21 de dezembro de 2008.
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Pelo menos 250 pessoas bloquearam por cerca de uma hora os dois sentidos da BR-476, no bairro Pinheirinho em Curitiba, no final da tarde desta sexta-feira (8). Os manifestantes utilizaram diversos pneus para fechar a rodovia no quilômetro 140. O trânsito também foi fechado nas vias periféricas da estrada.Na pista principal, houve fila de pouco mais de um quilômetro nos dois sentidos. O protesto foi realizado por moradores da região que reclamam da falta de segurança no local e pedem a instalação de um semáforo. Segundo José Ricardo Andrade, morador da localidade, naquele ponto da rodovia aconteceram 48 atropelamentos com morte nos últimos dez anos. Ele contou que em apenas um dia, no mês de dezembro, ocorreram três atropelamentos, com uma vítima fatal. "Tem que se atravessar pelo menos 60 metros para chegar ao outro lado da rodovia. Sem semáforo, é muito perigoso", diz Andrade.
Para chamar a atenção, os moradores levaram para a rodovia um caixão e bonecos cobertos com tinta vermelha, simbolizando as vítimas dos atropelamentos.
Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estiveram no local para monitorar o protesto e orientar os motoristas que passavam pela rodovia. O coordenador de fiscalização de trânsito da Diretoria de Trânsito de Curitiba (Diretran), Alceu Portela, também acompanhou a manifestação. Ele garantiu que um semáforo será instalado na região. "Os engenheiros da Prefeitura vão visitar este trecho na semana que vem e o equipamento deve ser ativado em breve", afirmou.
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rodovia régis bittencourt permanece interditada


Ainda não há previsão para que o tráfego volte ao normal na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). Na sexta-feira pela manhã, parte do solo que sustentava o asfalto se soltou em função das fortes chuvas e formou uma cratera. A pista sentido São Paulo-Curitiba ficou bloqueada. Técnicos trabalham no local para recuperá-la. A erosão atingiu cerca de um metro do solo, mas as obras abrangem seis metros. Todo o asfalto da ponte sobre o Rio Pardinho, em Barra do Turvo (SP), a 100 km de Curitiba, será trocado. Para seguir viagem, os veículos que viajam no sentido sul utilizam uma das faixas da pista contrária, que desde as 11h30 desta sexta-feira tem trânsito em mão dupla.Nesta sexta-feira (8) foram registrados até 10 quilômetros de congestionamento. Só na madrugada o movimento de carros voltou ao normal. Os carros circulam em pista única durante os dois quilômetros de desvio. Para o domingo, a previsão é de que os condutores encontrem lentidão porque há um grande fluxo de veículo vindos de São Paulo.
Um motorista que passava pelo local avisou a concessionária Autopista Régis Bittencourt, que interditou a pista às 10h15 da manhã. Apesar da profundidade da cratera, a estrutura da ponte não foi alterada. O problema foi causado devido a água da chuva que era escoada por uma canaleta entre as duas pistas. O grande fluxo causou uma erosão, deixando o solo mais fraco e causando danos na sustentação da camada asfáltica.
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